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Nas moitas

publicado por WhyNot, em 03.11.17

Continuamos a encontrar-nos sempre que a vida pessoal de cada um de nós assim o permite, com pena minha, não tanto como eu gostaria, mas, como diz o ditado, vale mais pouco do que nada.. (eu sei não há nenhum ditado assim..acabei de o inventar)!

 

Os locais dos nossos encontros são aleatórios, no meu carro, no carro dele, em parques de estacionamento, recantos escondidos de ruas escuras, nos jardins da Gulbenkian, no Parque da Bela Vista, na cidade universitária, os nossos fluidos estão espalhados por uma boa parte de Lisboa (lol).

 

Uma vez estivemos num hotel, passamos metade da noite à procura e acabamos por ficar num a poucos metros das nossas casas... sim é verdade, nós somos quase vizinhos....

 

Essa noite foi gira, o recepcionista, que topou à légua que eramos clientes de uma só noite, deu-nos o quarto mais pequeno de todo o hotel, só havia uma almofada e cobertores nem vê-los, o que valeu foi que estavamos no verão... Ele tinha vindo a Lisboa sózinho e eu ainda não tinha partido para férias...as condições ideais para uma noite a dois, que poderia ter sido (e foi) inesquecivel, não fora o cansaço dele e o medo de sermos apanhados... afinal somos ambos casados...

 

Todos os momentos que passo junto dele são para mim inesqueciveis, dou por mim a recordar as suas palavras, os seus gestos, os seus beijos, e fico com um sorriso tolo na cara e com vontade de o ter... sempre!

 

Por incrivel que pareça também já nos temos encontrado em casa dele, sempre com o tempo contado e o ouvido à escuta de quem possa subir as escadas, seria muito mau se fossemos apanhados, nem eu nem ele sairíamos ilesos desse possivel confronto... melhor nem pensar nisso (lol), mas que dá uma certa pica lá isso dá....

 

Esta semana estivemos juntos, não na casa dele, não na minha casa, nem em nenhum parque de estacionamento (imagino as filmagens das cameras de vigilância e o gozo que os vigilantes têm quando as visionam), estivemos num dos nossos locais preferidos, onde já fomos diversas vezes. Quando chegamos constactamos que, era muito cedo e que havia muita movimentação de pessoas e carros, por isso optamos por ficar no carro e entre beijos e amassos fomos entrando num estado de excitação tal que só nos apetecia saltar um para cima do outro e, apesar do carro ser espaçoso, não estava a dar lá muito jeito.

De repente ele para e, voltando-se para mim, diz-me quase em surdina:

- E se fossemos dar uma canzana ali atrás daquelas moitas?

Não sabia se havia de rir, ficar espantada a olhar para ele, ou segui-lo até às moitas... optei pela ultima opção...

 

Já nas moitas, (adoro o termo), fizemos o que nos estava a apetecer, sexo... sexo puro e duro, com tesão, com vontade e com a adrenalina a percorrer todo o corpo por estarmos a céu aberto. Foi deliciosamente inesperado e aliado ao facto de estarmos os dois cheios de vontade, foi rápido.. o que foi pena...

 

 

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17:29

Hoje estivemos juntos

publicado por WhyNot, em 03.11.17

Saltando no tempo, viajo para o presente, hoje preciso dividir a alegria que me inunda o coração, estou com um sorriso nos lábios desde o momento em que soube que o iria encontrar.

Fui busca-lo, ou melhor fui dar-lhe boleia!

Encontramo-nos não longe da nossa área de residência, num local onde já antes me tinha encontrado com ele.

Seguimos no meu carro para um local deserto onde sabíamos não seríamos incomodados, mas correndo algum risco de isso acontecer.

Parei o carro, desliguei o motor e beijei-o... Deus como eu amo aquela boca, aqueles lábios carnudos, aquela língua que se entrelaça na minha levando-me ao céu. Beijamos-nos sofregos e entre beijos e abraços, com os dedos ele fez com que eu tivesse um intenso orgasmo.

O coração galopava no peito qual garanhão à solta em prados verdejantes, o dele e o meu. Rapidamente despi as calças, (que só atrapalham, eu sei), e apesar dos seus protestos, sentei-me em cima dele e senti o seu sexo duro a entrar em mim. Gemi de prazer e beijei-o com mais vontade ainda.

Não pensei que a qualquer momento alguém podia passar, ou até mesmo bater no vidro e perguntar se estavamos perdidos, ou se queríamos alguma coisa, afinal estavamos à porta dum colégio...(não consigo deixar de sorrir ao pensar em toda a situação).

Foi sexo o que fizemos, já o não fazíamos há bastante tempo, ambos precisavamos daquilo, e ambos tivemos o nosso quinhão de prazer.

Mas, como tudo o que é bom, também o nosso encontro acabou depressa, ficamos alguns minutos à conversa e ele depois saiu do carro e seguiu a pé, não sem antes soltar um:

- Adoro-te!  

Não respondi, não disse nada, fiquei a saborear aquela palavra dita tão docemente que mal se percebia.

Não lhe disse que o amo, mas isso ele já sabe, não é novidade nenhuma!

 

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17:10

Por acaso

publicado por WhyNot, em 03.11.17

 

Passaram-se alguns anos desde que estivemos juntos, e, confesso, não o tendo esquecido, já me fazia menos mal, pensar nele e em tudo o que tinha vivido com ele. A doce lembrança que restara era o que bastava para me colocar um sorriso nos lábios e sentir-me bem comigo própria. Estar com ele sempre me fez muito bem.

 

Uma noite, sentadas na esplanada de um bar perto de casa, eu e uma amiga a quem já contara o meu "segredo", falando das nossas coisas de mulheres, entre banalidades e futilidades apenas para passar o tempo, eis que o vejo.

Surgiu por acaso à minha frente com um bébé nos braços e uma mulher ao lado. Fiquei muda, estática, sem conseguir desviar o olhar, segui o seu trajecto até o perder de vista, e pela minha mente passaram cada um dos segundos que passamos juntos.

 

- Ei, amiga, estás a ouvir-me? Estás bem?

Perguntava a minha amiga  uma e outra vez e a sua voz chegava-me em surdina, abafada pela intensidade dos meus pensamentos.

- Sim , estou bem -  respondi eu, pegando no copo que tinha colocado momentos antes sobre a mesa e bebendo de um trago todo o seu conteúdo.

- Não precisas dizer-me quem era, eu já sei..  - rematou a minha amiga, acrescentando ainda:

- Ficaste branca como a cal, parecia que tinhas visto um fantasma!

- E vi amiga, acredita que vi. - disse eu com a voz embargada.

 

Após essa noite, voltou a passar um largo período em que não nos vimos, mas eu sabia que o voltaria a ver. Nos breves segundos em que o nosso olhar se cruzou, eu vi  o seu desejo e a alegria de me ter visto.

 

A minha noite ficou bem mais agradável a partir desse momento, pois eu sabia que, num dia qualquer, sem eu esperar, ele me iria procurar.

E não me enganei!!

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17:09

Sábado à tarde

publicado por WhyNot, em 03.11.17

Não voltamos a passar a noite em casa dele, mas continuamos a falar e a trocar mensagens e voltei a casa dele num sábado à tarde. Ligou-me e disse: queres vir ter comigo? Não hesitei e corri ao seu encontro.

 

Entrei no táxi, dei a morada e lá fui com o coração literalmente aos pulos, respiração ofegante e as mãos suadas e trémulas, afinal eu ia ter com o “meu” menino. Disse ao motorista para, ainda antes de chegar ao destino, encostar ao pé da farmácia, onde ele me tinha pedido para o apanhar… lá estava ele à porta da farmácia, como combinado.

 

Chegamos a casa dele, e tal como da 1ª vez que lá fui, pediu-me para não fazer barulho ao subir, pois a vizinha de baixo gostava de ficar à escuta de quem entrava e saía do prédio. Subimos o mais silenciosamente possível e assim que ele fechou a porta, abraçamo-nos e beijamo-nos com sofreguidão, com desejo imenso de nos sentirmos com a boca e os braços.

 

Fizemos amor ou sexo, nem sei, mas, na realidade, eu fiz amor e ele fez sexo durante toda a tarde de sábado, tenho consciência que foi quase sobre-humano, ele era jovem e eu estava tão carente de mimos e afagos, que me entregava ao prazer sem receios e as coisas fluíam entre nós.

 

Mais tarde, já quase à noite, fui vê-lo praticar o seu desporto favorito, num miradouro em Lisboa, depois fomos a um grande armazém na Baixa Lisboeta, porque ele precisava comprar algo para oferecer a uma “amiga”… Comprou um chuveiro para o duche da “amiga”, eu opinei, mas ele escolheu e comprou o que tinha escolhido. Não voltei a estar com ele, afastou-se de mim, assim como tinha chegado, num rompante, sem explicações nem desculpas.

 

Soube que tinha tido uma filha com a dita “amiga” e que até se tinha casado com ela, mantive-me o mais silenciosa possível e ele também não se manifestava. 

 

Nunca faria nada que o prejudicasse, amava-o, amo-o demais para isso, por isso, e mesmo sabendo onde ele vive, nunca o procurei, deixei a nossa vida ao sabor do acaso, e foi assim durante alguns anos.

 

E foi por acaso que nos voltamos a ver…

 

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17:05

Ultima noite

publicado por WhyNot, em 03.11.17

Depois daquela primeira noite, fiquei à espera para ver o que se iria passar em seguida. Não tinhamos uma relação, até porque essa seria improvável. Trocavamos mensagens e alguns telefonemas e, quando menos esperava, surgiu o convite para jantar em tua casa.

 

Levei o vinho! Preparaste para o nosso jantar uma pasta com queijo, manga e rúcula, e, ainda hoje, passados todos estes anos, sinto na boca o gosto desse repasto. Simples, sem grandes elaborações, agradável aos olhos e ao palato. Jantamos e conversamos sobre nós, ou melhor dizendo, sobre tu e eu, sim porque entre nós nunca houve um "nós".

 

Com o avançar da noite, já tarde, atirei para o ar, (em jeito de não sei o que fazer agora): bem, está na hora de ir apanhar um taxi e voltar para casa, e tu, rapidamente perguntaste: então não ficas comigo?

 

Fiquei, claro que fiquei, e ficaria todas as vezes que me convidasses. Foi uma noite intensa, assistimos a um filme, do qual eu não percebi quase nada, mas que prendeu a tua atenção, por, no meu entender, demasiado tempo. Olhando agora para essa noite, havia tantas outras coisas para fazer além daquele filme pesado e triste, mas, vimos o filme.

 

Deitamo-nos, não sei como conseguimos caber os dois naquela cama minuscula, sobretudo porque tu não és propriamente pequeno, mas, coubemos e entre abraços e beijos, não fizemos sexo, fizemos amor. Um amor intenso, sofrego, possessivo, altruísta, um amor sem tabús, um amor que, em mim, ficou para sempre.

 

E esta foi a ultima noite que passamos em tua casa...

 

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17:02

Fiquei contigo

publicado por WhyNot, em 03.11.17

Dentro de um casamento onde há muito a chama da paixão se tinha extinto, carente de afagos e de apreços, vi em ti um óasis, o meu óasis, aquele onde eu poderia matar a sede da paixão, onde eu poderia de novo, voltar a sentir-me mulher. 

 

Tudo era novo para mim, mas não hesitei, fiquei contigo, essa noite, a nossa primeira noite! Essa noite foi uma lufada de ar fresco na minha vida sem emoção. Não prestei grande atenção às expressões dos outros, com quem tinhamos passado parte da noite, mas sei que tinham um ar intrigado e até mesmo algum espanto, afinal eu não costumava fazer daquelas coisas, não tinha por habito ficar com ninguém e eles sabiam, daí o ar estupefacto, quando, com uma voz firme e sem rodeios tu disseste, ela hoje fica comigo.

 

Os outros seguiram viagem de carro e nós ficamos apeados não longe da tua casa... Fui calada a maior parte do tempo e nesse tempo, pouco, passou na minha cabeça toda uma panóplia de possíveis situações, afinal eu mal te conhecia e tinha, sem hesitar, aceite passar a noite contigo. Não consigo, ainda hoje, explicar o que em ti me deu a sensação de confiança, sabia que podia confiar em ti, sabia que contigo não corria nenhum risco, não pensei que apaixonar-me por ti fosse um.

 

Passamos a noite juntos e foi muito bom. A tua segurança fez-me sentir segura e isso refletiu-se na forma como nos envolvemos, primeiro à descoberta, saber o que certos gestos provocavam em nós... lentamente fomos tacteando o corpo um do outro, como se de uma leitura em braile se tratasse e por fim fundimo-nos.

 

Não dormi, ou dormitei um pouco não sei, tinha a cabeça a mil, depois de toda a adrenalina ter sido eliminada do meu organismo, o lado racional deu sinal de vida, os "porquê" e os "que vai acontecer agora", martelavam-me a cabeça.

 

Já pela manhã levantamo-nos e eu comecei a vestir-me apressadamente, não que sentisse vergonha, mas achava que devia sair ali rapidamente. Mas ao contrário de mim, tu não te vestiste e ainda me lançaste um convite:não queres tomar banho comigo, disseste tu com esse teu sorriso de menino que me conquistou e me desarma cada vez que te vejo.

 

Foi a minha primeira noite fora de casa

 

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16:58

Conheci-te

publicado por WhyNot, em 03.11.17

 

 

Numa noite qualquer de um dia qualquer, num bar qualquer em Lisboa, conheci-te.

 

Estava sentada quando chegaste, não vinhas só, foste-me "apresentado" por um outro elemento do grupo. Nessa noite éramos cinco.

 

A empatia foi imediata, até porque nós já tinhamos conversado antes, na net. Já tinhamos trocado algumas frases no site, apenas isso. Conversamos a noite toda, alheios às conversas dos outros três. Quando nos perguntavam algo, anuíamos com a cabeça mas, nem desviavamos o olhar um do outro. Falámos e falámos, parecia que tinhamos ansia de nos conhecermos melhor, de saber, em pouco tempo, tudo o que havia a saber sobre cada um de nós.

 

Os teus olhos prendiam os meus que não conseguiam desviar-se senão por breves instantes... bebia as tuas palavras, como nectar de fruta almiscarada, sorvia cada uma com deleite, esperando pela seguinte. Nessa noite, a primeira noite da nossa  relação improvável , perdi-me em ti.

 

Perdi-me no teu olhar, no teu sorriso de menino, na tua boca, carnuda, de lábios perfeitamente delineados, respirei o teu ar, enchi dele os meus pulmões, e, quando bem mais tarde nessa noite, me perguntaste num francês correctissimo  " tu veux rester avec moi ce soir" , nesse instante, esqueci quem era, onde estava, com quem estava, ficamos apenas nós dois e o universo era só nosso.

 

Comecei a amar-te nesse mesmo instante! E fiquei contigo.

 

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16:55

Aconteceu em Lisboa

publicado por WhyNot, em 03.11.17

 

 

Aconteceu em Lisboa, mas podia ter acontecida em qualquer outra capital do mundo, aconteceu porque assim estava escrito, nos astros, na sina, no destino.

 

Este espaço, que agora crio, destina-se apenas aos meus olhos, e, se por um acaso da sorte ou do azar, aqui chegares, não me julgues, não me odeies, também não precisas de me amar, lê-me apenas.

 

Vou tentar ser o mais sincera e honesta nos meus post´s, vou tentar ser fiel à minha memória, porque é disso que se trata, memórias, e retratar, o melhor que puder, as situações, como aconteceram, onde aconteceram e com quem aconteceram.

 

Se gostares de me ler, volta mais vezes, não sei qual a periocidade com que vou postar, mas prometo fazê-lo e não deixar que este seja mais um blog de esquecimento.

 

Aconteceu em Lisboa, mas podia 

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16:49


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